Textos 2011

Fisiologia do treinamento resistido
                                                                         Silvio Barsanulfo

> Adaptações Bioenergeticas (Atividade enzimática e aporte capilar)
> O aumento na atividade das enzimas dos sistemas energéticos pode resultar em maior produção de ATP por unidade de tempo. Isso pode trazer aumento de desempenho.
> De acordo com estudos de (Costill et al. 1976; Komi et al., 1982; Thorstensson et al., 1976; Exner, Staudte e Pette, 1973), estudos feitos em aparelhos isocineticos, treinamento tradicional e em ratos após treino isométrico, as alterações enzimáticas associadas a fonte de ATP-PC estão relacionadas a intensidade e a duração das séries; as alterações não ocorrem com séries de exercícios de 6 segundos ou menos. Entretanto, também tem sido observado que as enzimas oxidativas  associadas ao sistema ATP-PC (creatina fosfocinase e miocinase) tem poucas alterações, nenhuma, ou, ate, diminuem suas atividades após treinamento de força.
> Fisiculturistas que utilizam programas de treinamento com alto volume, curtos períodos de repouso entre as séries e exercícios de resistência de intensidade moderada nos treinos mostram possuir maior atividade de citrato cintase (inicio do ciclo de Krebs), em fibras tipo II do que outros tipos de praticantes de treinamento de força que treinam com cargas maiores e realizam períodos mais longos de descanso entre as séries (Tesch,1992).
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> Aporte capilar
> O aumento do número de capilares em um músculo da suporte ao metabolismo devido a uma maior possibilidade de fornecimento sangüíneo.
> Schantz (1982), propôs que o treinamento realizado por fisiculturistas induz aumento na capilarizacão. Então, pode ser sugerido que o treinamento de força de baixo volume e alta intensidade diminui a densidade dos capilares, enquanto o treinamento de força com volume alto e baixa intensidade tem efeito contrário, aumentando a densidade dos capilares dependendo da magnitude da hipertrofia. Esse aumento facilita o desempenho no treinamento de força devido a um maior aporte sangüíneo aos músculos ativos.
> Essa maior densidade pode aumentar a capacidade de remoção de lactato dos músculos para o sangue, permitindo dessa forma maior tolerância a treinamentos sob alto nível de lactato (Kraemer, Noble et al., 1987).
> Então, a capilarizacao pode ser aumentada com o treinamento de forca, mas qualquer mudança e dependente do volume total de treinamento, com um tempo maior que 12 semanas.